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Sem ti-tulo

        D e repente, numa conversa, tudo surgiu. Você me contou sobre seus casos e descasos, amores e desamores. Me interpretou. Me escaneou por inteiro. Viu em mim o que ninguém mais viu. Dei-te amor quando pensei em me afastar de meus próprios sonhos para vivermos o seu, se isso não é amor, então não sei o que é. Fui lúdico ao querer desenhar meus sentimentos na areia, no céu, no ar e no chão. Fui sensível ao entender que meu amor valeu, mas valeu pouco perto do que você chama de amor. Amor, na sua visão, talvez fosse um pouco mais do que entreguei, doei e chorei por dentro. No escuro de uma solidão pude perceber que a chateação do amor coube a mim. Sensato era eu a pensar: "Melhor não mais". Sensato também fui quando depois de um fim, você chegou até mim pedindo para voltar. Voltar... para o que? O inaceitável ao seu ver? Voltar para ser mais ou menos seu bem querer? Perguntas que sondam o sentido do meu resvalecer. E talvez, no ímpeto, tornei-me forte. Po...

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